Muita gente me procura em crise com a sua instituição religiosa. Sempre respondo mostrando a elas que jamais existirá saúde espiritual num ambiente onde o moralismo anacrônico, monástico, mórbido, classista e patológico anula qualquer pretensão da Graça.

É impossível ter vida transformada num lugar que oprime, reprime, agride, fere e infantiliza. Não se acha a liberdade proposta por Jesus num doutrinamento legalista onde o medo e o não fazer são vistos como bênçãos. Não se encontrará o Espírito da Profecia num local dominado pela teologia da prosperidade – amor ao dinheiro – pela teologia da dominação – submissão cega as regras impostas – e pela teologia da batalha espiritual – exaltação dos demônios e rebaixamento de Deus. 

Esse é um modelo doente, totalmente distante daquilo que Jesus ensinou e viveu. Como combater esse institucionalismo patológico? O primeiro passo é a desconversão a instituição e a conversão a Jesus Cristo, o mergulho na pessoa de Jesus sem regras, dogmas e leis. O segundo passo é imitar Jesus testemunhando uma vida de generosidade e amor. O terceiro passo é ir ao encontro dos diferentes, dos excluídos, dos marcados como inimigos de Deus pela religião, dos pobres e necessitados. 

Agindo assim, iremos aprender que Evangelho não é sinônimo de fundamentalismo, que fé não é sinônimo de fanatismo, que missão não é sinônimo de denominacionalismo, que templo não é sinônimo de Reino de Deus, que pastor não pode ser em hipótese alguma dominador do rebanho. O cristianismo é um contínuo movimento, quem busca fazer dele um monumento ainda não sabe como convém saber. A Deus toda Glória.

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