Jesus, de frente para o povo, ouviu um grito raivoso, forte e definido, a massa unida berrava: 
– Crucifica, Crucifica!
Em estado de êxtase, eles nesse momento estavam descartando definitivamente Jesus, não tinham mais expectativa Nele, Ele havia se tornado uma decepção, havia fracassado na sua missão aos olhos de todos.

Fico imaginando Jesus observando aquelas pessoas aos berros ordenando a sua morte, pessoas que Ele curou, alimentou, ensinou, acolheu, salvou. É interessante como elas desvalorizaram tão rápido o que Ele havia feito em suas vidas: todo tempo doado, todo poder transferido, toda atenção dada, todo benefício entregue não tinha mais peso nenhum, era coisa do passado. Eles se uniram aos sacerdotes para dar fim a vida daquele homem que não servia para mais nada. O olhar de Jesus não era um olhar de surpresa, era um olhar de quem sabia verdadeiramente o que era e é a natureza humana: natureza que vive motivada nos saciamentos dos seus desejos, das suas vontades, das realizações dos seus sonhos. Fico imaginando se Jesus, naquele momento, demonstra o seu poder mudando a cena vencendo toda estrutura político e religiosa, todo povo passaria para o seu lado, o carregariam em triunfo, exaltariam o seu nome até o sol raiar no dia seguinte, fariam toda sua vontade. Mas Ele não fez isso e não fazendo, se deixa condenar e condenado mostra o distanciamento enorme existente entre Deus e os homens. Ficou só. O povo achou que seria o seu fim, erro de cálculo. Ali estava iniciando algo que seria o divisor de águas na história.

Esse homem, aparentemente fraco e facilmente dominado que em momento algum se defende, morre mas ressuscita. Morre como cordeiro e ressuscita como o Leão da Tribo de Judá, vence a morte. Deus o faz Senhor e Cristo, torna-se o único que pode abrir o Livro da Vida, somente Ele converte pecadores miseráveis como eu e você, só Nele temos a Salvação, fique sempre com Ele.

Aprendi há muitos anos atrás que um com Deus é maioria. Jesus vive, viva Jesus.

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